
"(...) Daí o ódio por quem saía à rua sozinha com os filhos, ia às compras na Baixa, cavalgava solitária no Jardim do Campo Grande, ia às touradas no Campo Pequeno, discutia os temas da actualidade, atrevia-se à política, enfrentava genuínas ou duvidosas sapiências e trocava correspondência com vultos eminentes da ciência e das artes. Não podia ser, aquela mulher significava a subversão da ordem aceite. (...) De facto, quando se fala em início do século, apenas um nome permanece na mente de todos: o da corajosa, gigantesca, teimosa, inteligente e risonha Amélia. Um ícone sem rival."