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Saturday, May 19, 2012

A minha família luso-siamesa favorita





Hoje, lembrei-me deles ao arrumar cartões de visita e antigas fotos. Do melhor que Portugal deixou por terras da Ásia. Gente que exala dignidade por todos os poros. Enviaram o Net (o filho) a Lisboa durante um ano só para que este estudasse português. Quanto ao pai, é oficial da marinha tailandesa, actividade que é mister da família desde sempre. Estão lá há séculos e são parte de nós. Resistiram a tudo para manterem a nossa cultura, a nossa religião e até uma certa maneira exclusivamente nossa de ver o mundo. Querem melhor lição de patriotismo ? E não é gente sem memória. Os seus avós e bisavós foram oficiais generais do exército siamês, embaixadores e servidores directos de reis. É com esta gente que o tal Instituto Camões devia trabalhar. Tenho ou não tenho razão ?

Fotógrafos portugueses no Sião

Eu tinha adquirido recentemente para a minha coleção uma quantidade considerável de fotografias da autoria de Francisco Chit e Joaquim António, quiçá os maiores expoentes da história da fotografia no Sião. Tudo parecia conjugar-se sem que nada tivesse sido programado. Algumas das fotografias que fazem parte dessa aquisição (O retrato do Rei Chulalongkorn, 1873 feito por Francisco Chit; os “protegidos chineses” fotografados por Joaquim António frente ao consulado português em Bangkok aquando do aniversário do Rei D. Carlos em 1899 e um grupo de músicos da Sociedade Philarmonica de Bangkok em 1900 onde identificámos o fotógrafo Joaquim António) acabariam por figurar na exposição “Das Partes do Sião”, na Biblioteca Nacional de Portugal e que recomendo ser visitada até dia 18 de Fevereiro de 2012. São estes os momentos em que podemos reencontrar aliados que são fruto da nossa relação com os povos e as nações em outras alturas da história.

Príncipe Herdeiro encerra colóquio internacional sobre as relações luso-tailandesas




O Príncipe Herdeiro tailandês encerrou anteontem com grande brilho o colóquio internacional sobre os 500 anos das relações luso-tailandesas, realizado em Bangkok pelas universidade Técnica de Lisboa /Instituto do Oriente e Universidade de Chulalongkorn. A presença do Príncipe Vajiralongkorn constituiu, sem dúvida, uma grande honra para Portugal, pois raramente acede a convites desta natureza.
O colóquio contou com a presença de nove académicos portugueses, uma dezena de docentes tailandeses e ainda de George Sioris, antigo embaixador da Grécia e empenhado lusófilo. Pediu-me o Professor Vasconcelos de Saldanha, coordenador português das jornadas, que o substituísse em representação da delegação.
Após proferir discurso alusivo às celebrações, o herdeiro do trono inaugurou uma exposição de artes plásticas do Professor Arquitecto Assani, inteiramente composta por aguarelas que o artista produziu no passado ano em Lisboa. A ideia de uma exposição nasceu em Lisboa há meses, no decorrer de um jantar que ofereci em minha casa. Então, confrontado com uma belíssima série de apontamentos riscados pelo conhecido pintor, o Professor Vasconcelos Saldanha sugeriu que as obras fossem expostas na capital tailandesa.