Showing posts with label Descolonização. Show all posts
Showing posts with label Descolonização. Show all posts

Saturday, May 19, 2012

A república do Prakistamos


Mário Soares disse ontem na TVI que acabámos de viver anos grandiosos de abastança, felicidade, criatividade artística e científica e reconhecimento internacional. Não fosse o trágico da situação em que nos encontramos - nunca tantos portugueses se viram forçados a fugir, literalmente, do país; nunca tantos sofreram processo semelhante de empobrecimento; nunca o nome de Portugal se viu tão diminuído e ridicularizado, chegando a hora de nos colocarmos às mãos de um triunvirato de estrangeiros - e as palavras alucinadas do velho prestidigitador apenas encontrariam desdém, indiferença e pasmo.
A verdade é que, antes, o país tinha passado, presente e futuro. Hoje, o presente é de chumbo, o passado perdeu ponto de aplicação e o futuro está barrado. Honestamente, não creio que Passos Coelho consiga ultrapassar a tormenta. O problema não é tanto de natureza financeira, mas de regime, de elite e atitude. Nunca em momento algum do passado fomos tão mal governados e comandados, nunca como hoje a acção governativa se viu tão reduzida e tão vazios os corações.
No passado, em momentos de depressão, ainda havia um Sá da Bandeira, um Herculano ou um Garrett - todos "homens de esquerda", para acentuar o reservado do diagnóstico - e o país possuía uma reserva de gente disposta a sacrifícios.
Os "anos dourados" a que aludia Soares mataram a elite, encanalharam o povo, mataram o patriotismo sem o qual a existência colectiva perde sentido. Como sempre, os processos longos da história não são apercebidos. Esperámos 100 anos (ou 37, pouco importa) e o veredicto caiu implacável sobre as cabeças de duas ou três gerações que nos torturaram ao limite com mentiras e crenças que, saltava à vista, eram piedosas mentiras ou manifestas provas de ódio a Portugal. Ora, um país não pode ser governando por quem o odeia.
Solução ? Só uma. A monarquia. Só essa ruptura permitiria reencontrar o elo perdido e devolver aos portugueses a honra de o serem. Sem ela, não há futuro. É tempo de lutar pela nossa descolonização.

Pour le plaisir du Roi




Para o acto de inauguração da exposição Das Partes do Sião, agora patente na Biblioteca Nacional, foi servida uma refeição tailandesa. Os oito empregados tailandeses, sabendo ser Dom Duarte de Bragança o Chefe da Casa Real e pretendente ao Trono de Portugal, ficaram entusiasmadíssimos e deram mostras da maior exultação, servindo-o com todas as provas da etiqueta siamesa. Como manda a educação, falaram-lhe sempre com as mãos juntas, à maneira de prece, tal como o fariam com o seu Rei. Que falta nos faz uma monarquia neste tempo de trevas !

Talvez o maior documentário de sempre

Africa Addio (1966), de Gualtiero Jacopetti não pode ser visto por pessoas que recusam olhar de frente a história. Não é, decididamente um documentário para sonâmbulos, para "amigos de causas" nem para os sempiternos tolos que trocam a placidez de mentiras e meias-verdades por um bom sono. África Adeus é a nossa história, a do nosso tempo, da derrocada do Ocidente e da entrega dos povos de África a quadrilhas selvagens. Não é um filme de propaganda, não é de esquerda nem de direita e aí reside a sua chocante e quase diabólica provocação. Quando estreado, foi proibido em todos os paraísos nórdicos, foi embargado na democratíssima Alemanha e liminarmente repelido como uma apologia do "colonialismo". Quase meio século após a sua realização, ali não se vê uma ruga, uma mancha de falsidade.

AVISO: SE QUER DORMIR BEM ESTA NOITE, EVITE !