Hoje comemora-se o 83º aniversário do Rei da Tailândia. Pai da Pátria, Avatar de Vishnu, Senhor Cujos Pés Repousam sobre as Nossas Cabeças, Espada Vitoriosa, Protector de Todas as Religiões ou, simplesmente Nosso Senhor ou Nosso Pai para o povo tailândes, é o mais antigo chefe de Estado em exercício e um dos mais importantes estadistas vivos. De novo, uma verdadeira muralha de corações juntou-se para prestar tributo de admiração e agradecimento ao primeiro trabalhador da nação por sessenta e quatro anos de entrega ao bem comum. As imagens falam por si e dispensam palavras. A Vontade Geral voltou a exprimir-se em apoio ao seu Rei.
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Saturday, May 19, 2012
1º de Maio, trabalhadores sempre, sempre ao lado do Rei

Há precisamente um ano, Bangkok estava a ferro e fogo. Para a generalidade dos observadores - aqueles que não observam, mas mentem e manipulam - tratava-se do episódio final do combate entre o "feudalismo" e a "democracia". Estranhei então que os mais acrisolados amigos dos Vermelhos (uma coligação entre o grande capital predatório e o comunismo) fossem, precisamente, os ocidentais prenhes de desdém neo-colonial. Foram semanas de tensão e insuportável campanha de desinformação e intoxicação mediática. As grandes centrais da manipulação global estiveram à altura da sua costumeira falta de escrúpulos, torcendo e espalhando boatos, fazendo crer que havia um "Conselho Privado" (um orgão de Estado) que representava a "aristocracia" (num país onde não há aristocracia titular), que o exército era uma melancia (verde por fora e vermelho por dentro), que as massas trabalhadoras e o campesinato marchariam sobre a capital. Confesso que, então, pensei que tudo estava terminado; que a vaga vermelha venceria. Foi por isso que percorri Bangkok ao longo de dias, de câmara em riste, para colher imagens dos fogos, dos tiros e barricadas.

Desde o início do conflito apercebi-me da grande contradição. Os manifestantes Vermelhos eram pagos, trazidos como servos em colunas, alimentados pelos capitalistas e, por fim, transformados em escudos-humanos de uma clique de aventureiros, ricos e com formação universitária - onde aprenderam a geringonça das "contradições", da "luta de classes" e da "mudança da sociedade - impacientes por chegarem ao poder e transformarem a Tailândia num novo laboratório socialista. Os defensores do Rei, gente diferente, de todas as condições sociais, não era paga, deslocava-se à capital por imperativo de consciência e não pedia, não reclamava, não protestava outra coisa que não o amor à pátria e ao Rei. No dia 23 de Abril, fui a uma manifestação pró-monarquia no extremo oposto da cidade. Foram horas para lá chegar, pis já não havia taxis, autocarros ou mesmo motorizadas. No caminho, ao passar por uma fábriqueta, assisti a algo que me marcou profundamente: um grupo de operários saia, com os seus fatos de trabalho. Pensei: "lá vão os vermelhos para as barricadas".

Pelo fim da tarde, já na manifestação, encontrei o grupo de operários. Eram os mais ruidosos e entusiastas. Não havia ali o patrão, o cacique, o manipulador ou o comissário controleiro. Estavam entre eles, trabalhadores, e a sua fidelidade ao Rei. Os povos, os trabalhadores, têm infusa a percepção de quem os explora e engana. Sabem que os reis são garante da dignidade para quem, nada tendo, precisa de um aliado que os defenda da usura, da propaganda e da manipulação. Os trabalhadores - ou seja, aqueles de trabalham, que criam riqueza, que não pertencem a lóbis e grupos, não têm amigos que lhes arranjem sinecuras - conhecem as durezas da vida. Neste primeiro de Maio, dia de S. José, o carpinteiro, um só desejo: que os meus concidadãos que trabalham como eu desde os 16 anos se libertem dos profiteurs e ganhem o direito pleno à cidadania.
เพลงแม่แห่งแผ่นดิน
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